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Passo a passoAvançado

Como pagar o Google Ads: perfil de pagamento, cobrança e cartão

No Google Ads o cartão vem depois: quem decide como você paga é o perfil de pagamento, e o país dele não muda depois de criado.

Por que um cartão que funciona pode falhar no Google Ads?

O cartão só movimenta o dinheiro. Quem decide se os seus anúncios podem rodar é o perfil de pagamento. O Google confere o país do perfil, a moeda da conta e o endereço de cobrança com as regras regionais. Se o problema é o perfil, nem o melhor cartão resolve. O contrário também acontece: o perfil está certo, mas o cartão é recusado na hora de adicionar, por causa do tipo dele.

Dá para separar os dois casos pelo lugar onde o erro aparece. Problema de perfil vem como um aviso de que o serviço não está disponível na sua região. Problema de cartão vem como erro da forma de pagamento, dentro do próprio formulário.

Não use endereço inventado nem dados de outra empresa. O faturamento do Google pede comprovação de forma aleatória e, se os dados não baterem, a conta é suspensa junto com o saldo que estiver nela.

Quais formas de pagamento o Google Ads oferece?

As opções dependem do país do perfil de pagamento e da moeda da conta. A lista completa aparece em Faturamento, dentro da sua conta. Em geral são três: pagamentos automáticos ao atingir um limite de gastos, pagamentos manuais com saldo adicionado antes e faturamento mensal para empresas aprovadas. Débito direto em conta bancária existe só em alguns países.

Configuração de cobrança Quando o valor é cobrado Para quem serve
Pagamentos automáticos ao atingir o limite ou no fim do ciclo campanhas contínuas com gasto estável
Pagamentos manuais você mesmo adiciona saldo testes e contas com orçamento fechado
Faturamento mensal depois do fim do mês, com prazo empresas com histórico de gastos e análise de crédito
Débito direto no calendário do banco empresas locais em países compatíveis

O limite dos pagamentos automáticos sobe conforme a conta ganha histórico. Primeiro o Google cobra um valor pequeno, depois aumenta o patamar. É justamente nessa subida que a maioria das recusas acontece: o cartão não tem saldo para a cobrança nova, maior. Na Meta funciona do mesmo jeito, como mostramos no guia sobre como pagar anúncios no Meta Ads.

Pagamentos manuais dão menos recusas. Você adiciona um valor fixo, as campanhas consomem esse saldo e o cartão não é acionado de novo até a próxima recarga.

Como adicionar o cartão ao perfil de pagamento?

Adicionar o cartão leva uns dez minutos, desde que os dados de cobrança batam com o cadastro no banco. Antes de começar, confira três coisas: compras internacionais pela internet liberadas, cobranças recorrentes permitidas e limite diário suficiente para o limite de pagamento automático. Prefira o navegador do computador.

  1. Abra Faturamento na sua conta do Google Ads.
  2. Vá até as configurações do perfil de pagamento e escolha adicionar forma de pagamento.
  3. Informe o número do cartão, a validade e o código de segurança.
  4. Digite o endereço de cobrança exatamente como está no emissor do cartão.
  5. Confirme com o código do banco quando o emissor pedir 3D Secure.
  6. Espere a autorização de teste de valor baixo e o estorno dela.
  7. Defina o cartão como forma de pagamento principal e salve.

O Google usa a autorização de teste para confirmar que o cartão está ativo. O valor fica retido por alguns dias e é liberado sozinho, sem precisar falar com o banco. Se o cartão acabou de ser emitido, veja se ele aceita pagamentos no exterior e não só no país de origem. Se as compras internacionais continuam falhando, leia nosso texto sobre compra internacional recusada.

Quanto deixar no cartão para os pagamentos automáticos?

Deixe cerca de três vezes o limite de cobrança atual, mais uns dez por cento para conversão de moeda e impostos. O Google cobra quando você atinge o limite, não numa data fixa. Ao escalar uma campanha, duas cobranças podem cair no mesmo dia. Cartão sem saldo nessa hora significa um dia sem impressões e um tropeço no aprendizado da campanha.

O limite aparece em Faturamento, ao lado do saldo atual. Depois de cada cobrança aprovada o Google aumenta o valor, até chegar ao máximo da sua moeda. Os degraus são irregulares e não dá para prever o momento exato. O que dá para fazer é subir antes o limite diário do cartão até o valor máximo.

A conversão de moeda é um custo à parte. Se a moeda da conta é diferente da moeda do cartão, o emissor cobra a própria taxa em cima da cotação da bandeira. Com o tempo isso pesa, então escolha um cartão na moeda da conta de anúncios, e não o contrário.

Por que o Google recusa o cartão?

A recusa vem de um destes três pontos: o emissor do cartão, a bandeira ou o próprio faturamento do Google. A conta mostra só uma mensagem genérica de forma de pagamento recusada, porque o processador não repassa o motivo. Por isso a investigação começa pelo banco: a tentativa recusada aparece no histórico de transações com o código.

As causas mais comuns, da mais frequente para a menos:

  1. Compras internacionais ou recorrentes bloqueadas no cartão.
  2. Tipo de cartão que o faturamento do Google não aceita para esse perfil.
  3. Endereço de cobrança diferente do cadastro no emissor.
  4. Saldo insuficiente para o novo limite de pagamento automático.
  5. Antifraude do banco barrando a categoria de publicidade.

O quinto ponto merece explicação. Cobranças de anúncios entram com o código MCC 7311, e alguns emissores desconfiam dessa categoria, principalmente no primeiro pagamento alto. Os sintomas são os mesmos da conta de anúncios da Meta, então dá para usar o passo a passo do nosso guia sobre cartão recusado no Facebook Ads.

Não tente a cobrança manualmente mais de duas vezes seguidas. O Google marca a forma de pagamento como problemática, e alguns emissores bloqueiam o cartão para compras no exterior por um tempo depois de várias recusas.

O que não dá para mudar no perfil de pagamento depois de criado?

O país do perfil de pagamento e a moeda da conta são definidos uma vez e não mudam mais. O Google amarra a eles as regras de impostos, as formas de pagamento disponíveis e o formato das faturas, então mudar significa criar outra conta. Cartão, endereço e contatos dentro do perfil podem ser trocados quantas vezes você quiser.

Daí saem duas consequências práticas. Primeiro, escolha a moeda da conta igual à do cartão, senão toda cobrança vem com conversão e taxa do emissor. Segundo, escolher um país qualquer só para começar rápido sai caro, porque o histórico de gastos e as estatísticas não passam de uma conta para outra.

O Google calcula o imposto sobre serviços de publicidade pelo país do perfil e soma em linha separada na cobrança. A alíquota segue as regras locais, então a fatura do cartão vai mostrar um valor maior do que o que você viu na conta de anúncios.

O que fazer se a conta já foi suspensa por pagamento?

Primeiro abra a notificação na conta e leia o texto inteiro. Suspensão por saldo devedor e suspensão por atividade de pagamento suspeita se resolvem de jeitos diferentes. No primeiro caso, basta quitar o saldo com um cartão que funcione. No segundo, o Google vai pedir documentos que comprovem o endereço e a identidade do titular do perfil, e até a análise terminar as cobranças vão falhar com qualquer cartão e qualquer valor.

Quite o saldo com a forma de pagamento vinculada ao perfil. Se esse cartão não funciona mais, adicione outro e faça o pagamento manual pelo botão do saldo devedor. Os anúncios voltam em poucas horas depois que o pagamento é aprovado, sem precisar abrir chamado no suporte.

A verificação de pagamento demora mais. O Google aceita extrato bancário, conta de consumo ou documento de registro da empresa, desde que o endereço bata com o do perfil. A análise leva alguns dias úteis, e as campanhas ficam pausadas nesse período.

Enquanto a análise estiver em andamento, não crie uma conta duplicada com os mesmos dados. O faturamento liga perfis por cartão, endereço e dispositivo, e a conta nova também será suspensa, junto com o dinheiro que você colocar nela.

Como reduzir as recusas no longo prazo?

Separe cartões por finalidade e deixe um só para a conta de anúncios. Assim, um bloqueio do antifraude numa compra avulsa on-line não atinge o pagamento automático. Um cartão com histórico de transações uniforme também parece menos suspeito para o emissor. Um segundo cartão serve como forma de pagamento reserva no mesmo perfil.

Ative os alertas do banco para cada transação e para saldo baixo. Um pagamento automático recusado não faz barulho: as campanhas param, o e-mail do Google se perde na caixa de entrada e você só percebe o dia perdido pela queda nas estatísticas. A notificação do banco sobre uma cobrança recusada chega antes de qualquer e-mail.

Mantenha uma forma de pagamento reserva no perfil. O Google passa para ela sozinho quando o cartão principal recusa a cobrança, e os anúncios continuam rodando. A ordem dos cartões fica nas configurações do perfil, onde também aparece qual é o principal.

Comece campanhas novas com pagamentos manuais. Você sabe o valor da cobrança antes e não depende de um limite que o sistema sobe sem aviso. Dá para passar para pagamentos automáticos depois, quando o gasto se estabilizar e o volume mensal ficar claro.

Por fim, não deixe no cartão só o valor exato de um pagamento. Conversão e impostos entram depois que a conta mostra o número, e faltar uns dois por cento gera a mesma recusa que um cartão vazio.

Cartões Paspartu

Um cartão que paga o que este artigo explica

Um cartão virtual para pagar onde o cartão local é recusado.

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